• Comunicação Glaycon Franco

Durante reunião da AMALPA, deputado Glaycon Franco defende manutenção de leitos de UTI



Com o aumento da vacinação contra a Covid-19, tem-se observado redução nas taxas de ocupação de leitos de UTI destinados ao tratamento da doença. Em razão disso, as informações sobre o descredenciamento de leitos têm sido frequentes, o que causou preocupação ao deputado Glaycon Franco. Durante reunião da Associação de Municípios da Microrregião do Alto Paraopeba (AMALPA), realizada em Congonhas nesta sexta-feira, 08, o deputado reiterou que continuará trabalhando para que o legado dos investimentos na Saúde sejam mantidos nos municípios.


O deputado, que é médico, observa que há um déficit histórico de leitos de UTI em Minas, em especial na macrorregião centro-sul, à qual pertence a microrregião de saúde de Conselheiro Lafaiete, que atende a 12 municípios e a de Congonhas, que atende a seis municípios. Os dados apontam que, com a pandemia, o número de leitos de UTI passou de 2.072 para 4.687, tendo sido criados 2.615 novos leitos, a maioria em hospitais já estruturados que, segundo informações ainda não confirmadas podem cair para cerca de 100 apenas.




As instituições de saúde pública envidaram esforços, adequando os prédios, adquirindo equipamentos e contratando profissionais. Esse esforço pode ser perdido se esses recursos não forem aproveitados para a redução do déficit de leitos e a ampliação da rede de unidades de terapia intensiva.


"Já começamos a entrar nessa briga, na luta pela manutenção de leitos de UTI. Seria um retrocesso, não só para mim, que sou médico, mas para o povo aceitar o fechamento. Temos que mobilizar nossos prefeitos na Associação Mineira de Municípios. Já estou em contato com o presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco, com a comissão de Saúde na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, bem como o secretário de Saúde. Temos que conclamar a todos que esses leitos não fechem. A pandemia destruiu a vida de muitas famílias. Registramos nesta sexta, a triste notícia do Brasil alcançar a marca de 600 mil mortes pela covid-19. Não podemos deixar que esses leitos abertos para casos da covid sejam fechados em sua totalidade e a população fique, novamente, refém da sorte para conseguir atendimento. Sabemos que existem inúmeros tratamentos que ficaram paralisados, demandas de cirurgias paradas. Se é uma bandeira que temos que lutar, vamos lutar por ela", afirmou Glaycon Franco.

O deputado enviou pedido à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por ofício dirigido ao secretário Fábio Bacheretti, de que os leitos de UTI Covid-19 que forem desativados sejam transformados em leitos de UTI de outros perfis, como UTI Coronariana, UTI Pediátrica, UTI Neonatal e também em leitos de UTI Convencional, o que fortalecerá a rede. O pedido também foi encaminhado ao presidente da Comissão de Saúde da Assembleia de Minas, solicitando as mesmas providências.


A decisão principal é do Ministério da Saúde, mas segundo Glaycon, “... não podemos ficar em silêncio. Não podemos esperar fechar para pedir a conversão dos leitos de UTI em outras modalidades. Vou empregar todos os esforços possíveis para que esses leitos sejam mantidos e tragam melhorias para o sistema de saúde de nossa região.”

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